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Bom dia!

No encontro do Círculo da última quinta-feira, fizemos um exercício de escrita livre respondendo à seguinte pergunta: qual é o espaço que dedico para mim em minha vida? Não acho incomum conversar com pessoas que querem escrever e que, por inúmeras razões, não o fazem. Acho precioso compreender que razões são essas.

Cada vida apresenta uma razão diferente. Pode ser medo, falta de tempo, cansaço. Pode ser vontade de fazer outras coisas. Pode ser que não tenhamos os recursos necessários para escrever. O que quer que seja, considero importante reconhecer o que está em nosso caminho, caso a escrita seja algo que queremos fazer.

É algo que pode ser resolvido? Muitas vezes, sim. Não direi todas porque seria pretencioso demais.

O espaço para mim em minha vida pode ser para escrever, mas pode ser também para ler, comer, dormir, sorrir, se inspirar, respirar, assistir a dança das folhas e dos pássaros nas árvores. Tem muita coisa que pode ser espaço para nós mesmos. Às vezes não escrevemos porque estamos cuidando de outras coisas que são mais importantes para nós nesse momento. E tudo bem que assim seja, especialmente se tivermos consciência disso.

Um espaço que dedico para mim e para pessoas queridas é o Círculo do Ninho. Um grupo de encontros semanais por vídeo (era presencial, mas desde março estamos online e pretendemos continuar assim) para quem quer praticar e dialogar sobre vida e escrita. Nós abriremos vagas para novos integrantes no final de janeiro. Se estar pertinho do Ninho é algo que interessa a você, fique pertinho porque anunciarei a abertura de vagas aqui pela newsletter.

Comentário do Tales :)

Estamos quase chegando ao final dos textos recebidos em resposta ao desafio de escrever um momento de ação em 100 palavras.

Semana passada, sugeri escritas com noivas e você pode encontrar os textos na seção "Sugestões de leitura" aqui da newsletter.

Hoje vou comentar o texto de Douglas Cunha:
O som das lâminas se tocando ecoava pelos montes que rodeiam aquele lugar. Era o som da batalha. Espadas extremamente afiadas, cortavam, mutilavam, penetravam com uma facilidade assustadora. De longe, todo aquele movimento parecia uma espécie de dança, de perto, a certeza de que a morte era quem bailava naquele vale procurando a quem abraçar. Guerreiros nascidos para viverem aquele momento, não se preocupavam com nada além do que o próximo movimento da espada. Tão ferozes. Tão letais. Verdadeiramente travaram uma brutal batalha.

(Douglas Cunha)
Eu gosto muito de cenas de batalha, talvez pela minha herança cultural de desenhos animados japoneses e livros de fantasia. Por isso, um trecho que começa com "O som das lâminas se tocando" já me chama a atenção desde o início. Como sempre, essa é uma leitura particular, motivada pelo meu repertório.

Na primeira frase, algo que vale a pena atentar é o tempo verbal: o som ecoava pelos montes que rodeiam. É possível que a mudança do passado para o presente seja intencional, porém eu a estranhei e me pergunto por que ela foi utilizada. Creio que o texto funcionaria melhor para mim inteiro no passado.

Outro ponto que me chamou a atenção foram algumas vírgulas que separaram sujeito e predicado, algo que não se costuma fazer em língua portuguesa. Tenho dois exemplos: "Espadas extremamante afiadas, cortavam..." e "Guerreiros... momento, não se preocupavam". Em ambos os casos, as vírhulas destacadas não deveriam existir. E caso deixem de existir, acredito que a leitura ficará mais fluida.

Adorei a metáfora da dança, especialmente com a morte querendo abraçar alguém. Inclusive, quero utilizá-lo como base para a próxima proposta de escrita.

Desafio você a reescrever a cena da batalha em até 100 palavras usando uma metáfora diferente para tratar sobre a morte.

Para participar, basta enviar seu texto em resposta a este e-mail até 31 de outubro às 17h. Caso tenha um perfil no Medium, por favor inclua também o link para ele, de modo que eu possa marcá-lo na publicação.

Sugestões de leitura

Os textos produzidos em resposta ao desafio da semana passada estão aqui:  Recomendo também os seguintes textos, publicados no Medium do Ninho de Escritores:

Convite para publicação

Quer escrever para a publicação do Ninho no Medium?

Para participar, você precisa ter um perfil no site Medium. A inscrição é gratuita e é um site bacana dedicado à escrita e leitura de textos. Uma "rede social de escritores", por assim dizer. Se você tiver interesse, basta responder este e-mail com o link do seu perfil no Medium. Em resposta, acrescentarei você ao grupo de escritores da publicação do Ninho de Escritores para que você possa submeter textos à publicação.

A proposta que está aberta no momento é a seguinte:
  • Até dia 29 de outubro
  • Até 1000 palavras
  • Proposta: galocha amarela
Será um prazer abrir esse espaço para você e quem mais quiser escrever conosco.

Grupo do Ninho no Telegram

Todos os sábados, das 12h às 18h, o grupo do Ninho de Escritores no Telegram se aviva e conversamos sobre textos, dúvidas, ideias, dicas, sempre em um ambiente acolhedor. No resto da semana, o grupo fica silenciado – de modo que nossas trocas são intencionais.

Quer participar? Então vem com a gente! (você precisará do aplicativo do Telegram em seu celular ou computador para acessar o grupo)
Muitíssimo obrigado!

Tales do Ninho






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