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Bom dia!
Semana passada escrevi sobre minhas dúvidas em relação a continuar ou não com esta newsletter. Recebi um punhado de respostas e passei os dias refletindo sobre meu trabalho com o Ninho. Interessa-me em especial atentar para os ritmos das minhas marés internas, ora super dispostas e criativas, ora cansadas e desistentes. Sou assim com tudo na vida, arrisco dizer.

No que compete a essa newsletter, percebo-me assim com a escrita. Recebo nutrição de trocas, conversas e aprendizados e gasto calorias emocionais quando o escrito não encontra olhos leitores ou as palavras não afetam alguém. No trabalho da escrita, isso é particularmente difícil de mensurar porque eu não estou com você enquanto o e-mail é aberto, não sei como ele encosta na sua vida, desliza de cantinho ou se gruda nos pensamentos.

Ninguém realmente sabe, na verdade. Fazer arte tem disso, às vezes temos acesso a reações, porém sempre será uma incógnita a real extensão do que estamos produzindo. Fazer arte demanda uma certa teimosia.

Aliás, pensando agora, não é nem só a arte que tem disso. Viver tem disso. Digo sempre para quem escreve em primeira pessoa: a gente nunca sabe o que as outras pessoas estão pensando e querendo e sentindo, sabemos apenas o que elas expressam, ou melhor, o que interpretamos com base no que conseguimos perceber dos outros. E, bem, a gente vive em primeira pessoa. Esse não saber acompanha quem escreve e percebo que me acompanha também enquanto professor – o que meus alunos estão pensando? –, amigo – o que está se passando dentro dessa pessoa que eu amo? –, cidadão – que pensam as pessoas que votam e se articulam politicamente?

Para mim, a escrita é uma ponte.

Às vezes esqueço que não sou capaz de perceber todas as pessoas que atravessam essa ponte, aí parece que ela está lá sozinha, abandonada. Nem é isso. É vida acontecendo, mil demandas, dez mil convites.

Agradeço a quem respondeu minha mensagem semana passada e também a todas as pessoas que até hoje já vieram a mim dizer algo como "eu li seu texto" e "seu texto me _____". Escrever é muitas vezes um ato solitário. O encontro com um leitor é, para mim, um presente que ajuda a viver. É por isso que crio ninhos, para que esses encontros sejam facilitados.

Tudo isso para dizer que a newsletter continua. É provável que no futuro eu venha a perguntar de novo? Sim, já convivo com meus ritmos internos há tempo suficiente. E tudo bem, quem estiver por perto então poderá me lembrar dos porquês de continuar escrevendo e vivendo. É para isso, afinal, dentre tantas outras coisas, que existem as comunidades e os encontros.

Desafio

Encerramos o ciclo de comentários e exercícios dedicados à proposta "um momento de ação em até 100 palavras" (veja na próxima seção o link para o artigo no Medium com as respostas da semana passada). Para a nova rodada de desafios, quero propor algo diferente. Em vez de começarmos com textos, quero convidar você a construir um personagem. Os personagens recebidos serão utilizados nos desafios das próximas semanas aqui pela newsletter.

O que peço na construção de personagem:
  • uma ocupação (o que o personagem faz da vida)
  • uma paixão (algo que empolga/excita esta personagem)
  • uma peculiaridade (algo que este personagem tem de incomum ou particular)
  • um medo (algo que o personagem teme encontrar ou que aconteça)
  • um interesse (algo que a personagem deseja ter, alcançar ou mudar, em si ou no mundo)
Para participar, basta responder a este e-mail com resposta para esses quatro elementos. Por favor note que o convite não é para construir uma história de vida, apenas para traçar as linhas gerais de um personagem. Não mais do que cinco a dez palavras por tópico.

Dou um exemplo:
  • ocupação: um escritor
  • paixão: vinhos chilenos
  • peculiaridade: um olho azul outro verde
  • medo: elevador
  • interesse: ter um livro seu na lista de bestsellers
Para facilitar, basta copiar os elementos a seguir e colá-los em seu e-mail:
  • ocupação: 
  • paixão: 
  • peculiaridade: 
  • medo: 
  • interesse: 
Receberei respostas a este desafio até sábado, dia 14 de novembro, às 17h.

Sugestões de leitura

Aqui estão as respostas ao desafio das 100 palavras da semana passada: Recomendo os seguintes textos, publicados no Medium do Ninho de Escritores:

Grupo do Ninho no Telegram

Todos os sábados, das 12h às 18h, o grupo do Ninho de Escritores no Telegram se aviva e conversamos sobre textos, dúvidas, ideias, dicas, sempre em um ambiente acolhedor. No resto da semana, o grupo fica silenciado – de modo que nossas trocas são intencionais.

Quer participar? Então vem com a gente! (você precisará do aplicativo do Telegram em seu celular ou computador para acessar o grupo)
Viva uma excelente semana!

Tales do Ninho






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