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Bom dia!
No encontro do Círculo* da semana passada, conversamos sobre questões que são nossas – intenção e clareza sobre o que escrever, responsabilidade de sentar e produzir – e outras que são herança cultural do momento e do lugar em que vivemos.

Uma participante mencionou que preferiria trocar a medicina pela escrita e que estava triste porque não vinha sendo capaz de fazer isso acontecer. Ocorre que ela não nasceu em um mundo em que todas as pessoas têm as condições necessárias para experimentarem livremente a vida e buscarem o que desejam. Esse mundo poderia existir, em alguma medida, e acredito que inclusive é um mundo pelo qual vale a pena se empenhar em criar, porém no momento não é uma realidade.

O que isso significa na prática é que não é culpa dela não poder deixar de lado uma profissão que sustenta a ela e a sua família em nome da arte, não enquanto a escrita não gerar retorno financeiro. Saber disso não diminui os sentimentos de frustração, tristeza e raiva que podem nascer. O que acho importante é entendermos para onde direcionar esses sentimentos.

Um lugar comum é para nós mesmos. Se ao menos fôssemos mais inteligentes, melhor treinados, tivéssemos mais conhecimento, tivéssemos escolhido B em vez de A, se soubéssemos antes, se isso ou se aquilo.

O que proponho é que percebamos com lucidez que alguns dos nossos sofrimentos não são individuais. Eles são fruto de um sistema desenhado para que a maioria das pessoas não possa fazer o que gostaria. Um sistema baseado em lucro e acúmulo de bens. Um sistema baseado em comparação, competição e destruição do que é diferente. Um sistema baseado na ideia tacanha de meritocracia.

Se algo pode ser alvo da frustração, tristeza e raiva que me consome quando escolho entre trabalhar para me sustentar ou trabalhar em direção ao que me enche de propósito, que esse alvo seja a estrutura sob a qual fui criado e dentro da qual vivo. Para mudar isso, creio que seja necessário imaginar outros mundos possíveis, outros mundos melhores.

Você já se dedicou a pensar em outros mundos possíveis?

Desafio

Semana passada pedi que assinantes da newsletter enviassem propostas de personagens a partir de alguns critérios simples. Tivemos um número bacana de respostas e a partir de hoje as utilizaremos para os nossos desafios semanais de escrita.

Comecemos com personagem sugerida por Fernanda Gonçalves:
  • ocupação: estudante
  • paixão: pinturas de aquarela 
  • peculiaridade: só tem oito dedos nas mãos 
  • medo: reprovar de ano
  • interesse: viver da sua arte
O desafio desta semana é escrever um momento em até 100 palavras em que esta personagem se enche de alegria. Você pode usar um ou mais elementos apontados na lista acima, porém não pode recusar nenhum deles. Por exemplo: personagem deve ser estudante – embora também possa ter outras ocupações, e o mesmo vale para paixões, peculiaridades, medos e interesses.

Receberei respostas a este desafio por e-mail até sábado, dia 21 de novembro, às 17h.

Sugestões de leitura

Recomendo os seguintes textos, publicados no Medium do Ninho de Escritores:

Grupo do Ninho no Telegram

Todos os sábados, das 12h às 18h, o grupo do Ninho de Escritores no Telegram se aviva e conversamos sobre textos, dúvidas, ideias, dicas, sempre em um ambiente acolhedor. No resto da semana, o grupo fica silenciado – de modo que nossas trocas são intencionais.

Quer participar? Então vem com a gente! (você precisará do aplicativo do Telegram em seu celular ou computador para acessar o grupo)
Grande abraço!

Tales do Ninho






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