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Bom dia!

Tudo o que nós vivemos e depois lembramos, lembramos porque viraram histórias. Quem nós somos, o que gostamos, quando sofremos, tudo o que nos marca ganha sentido no envelope da narrativa. Sem histórias, a vida não vai pra frente porque o conceito de "pra frente" só faz sentido narrativamente.

Seres humanos são criaturas que buscam estabilidade. Também são criaturas capazes de se transformar maravilhosamente, uma vez encontrada a oportunidade.

Como contadores de histórias, creio que é importante olharmos para nós mesmos e nos perguntarmos: como seres humanos mudam, como histórias começam? Como e quando eu mudei ao longo de minha própria vida?

Nas narrativas mais coerentes com a experiência humana – e para haver uma conexão emocional com os leitores, esse nível de coerência costuma ser importante – os personagens não mudam porque querem. Mesmo sofrendo, humanos resistem à mudança.

Acontece que, se não mudam por vontade própria, então humanos são forçados a se transformarem. Essa é a ideia por trás do que chamamos de incidente incitante, aquele momento em que o personagem é tirado de sua zona de conforto e forçado a lidar com o que quer que esteja acontecendo. Seus modos anteriores de viver já não dão conta de enfrentar os desafios lançados pela vida e, portanto, ele precisa mudar.

Uma pandemia pode ser narrada de muitas formas. Podem ser contos de sofrimento, de desespero, de destruição. Como contador de histórias e jornalista, eu acredito que o sentido que damos às histórias é uma escolha, portanto eu escolho enxergar a pandemia como uma oportunidade, um convite para a transformação dos nossos modos de interagir e da consciência que mantemos em relação aos nossos atos.

Histórias dramáticas começam com conflitos externos (pandemia) que forçam o personagem a lidar com seus próprios conflitos internos. Conscientes de que nossas vidas são narradas (por nós mesmos e também por e com outras pessoas), pergunto: quais são os conflitos internos que você enfrentará neste momento?
Um pouco em cima da hora, mas ainda dá tempo: hoje à noite e na próxima segunda-feira a Mari Pelli, ser humano resplandescente que conduz encontros do Ninho em Florianópolis, vai facilitar um workshop sobre escrita para lidar com as emoções.

Recomendo fortemente o trabalho dela e essa oportunidade de olhar para dentro e aprender com o que a vida nos oferece.

Saiba mais e se inscreva no site da Mari: http://www.maripelli.com.br/escrita-emocoes
Até a próxima semana!

Tales do Ninho






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