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A 34ª newsletter do RelevO: Thomas Edison, galinha sem cabeça e o risco de ser imbecil
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edição #34 – 20 de maio de 2016
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BOM DIA, leitor da Enclave — a newsletter com rinite.

O Jornal RelevO de maio, aquele que te motiva a empreender, está disponível aqui.

Rodopios mentais de hoje:

Não há rodopios mentais hoje.

#1 Inventor da lâmpada elétrica e dono de mais de mil patentes, Thomas Edison influenciou diretamente o desenvolvimento da indústria cinematográfica em Los Angeles. Isso não se deu nem pela sua aclamada genialidade, nem por decisão própria. Na verdade, se as coisas tivessem funcionado como o empresário-inventor gostaria, o núcleo da indústria provavelmente se encontraria em Nova York.

No final do século 19 e início do 20, Edison havia patenteado muitas das tecnologias necessárias à produção, distribuição e exibição de filmes. Com o crescimento da demanda da indústria cinematográfica, porém, apareceram diversos outros estúdios. Para barrar o crescimento da concorrência, o empresário formou em 1908 a Motion Picture Patents Company, um monopólio corporativo liderado pela Edison Studios que, junto com todas as grandes empresas americanas de cinema da época, buscava controlar a indústria. Para isso, a MPPC tornou ilegal a distribuição e exibição de qualquer filme sem sua permissão.

Em reação às novas leis – que também cobravam um pagamento semanal dos donos de salas de cinema, apenas para manterem sua licença, e limitavam a duração dos filmes a 20 minutos – surgiram os independents, com a Independent Motion Picture Company. Estes, para fugir de ações judiciais, decidiram se mudar para a Califórnia, não à toa localizada no extremo oposto de Nova York, para poderem gravar e produzir seus filmes. Assim, eventualmente, nasceu Hollywood, como válvula de escape às leis impostas pela MPPC e a fim de evitar processos por parte do monopólio liderado por Thomas Edison.

[por Amanda Arruda]
#2 Mike, a galinha sem cabeça. Era uma tarde normal em setembro de 1945 quando o fazendeiro Lloyd Olsen, planejando o jantar com sua sogra, foi ao jardim escolher uma galinha para o abate. Olsen pegou seu machado e proferiu o golpe certeiro no pescoço do animal.  Não é incomum que, já ferida e antes de finalmente morrer, a galinha se debata por alguns minutos, mas esse caso foi diferente. A ave, passado o susto, levantou-se e continuou a caminhar como se nada tivesse acontecido.

Impressionantemente, a machadada não havia sido fatal: o tronco cerebral e uma das veias jugulares haviam sido poupados. A outra, caprichosamente, tinha formado um coágulo no local do corte, impedindo que o bicho sangrasse até a morte.

 

 
Comovido, o fazendeiro resolveu cuidar da galinha sem cabeça: alimentava-a com pequenos grãos de milho e uma mistura de leite servida diretamente ao seu esôfago por um conta-gotas. Também sugava – com o mesmo conta-gotas – o muco que a fazia engasgar. Batizou-a de Mike, a galinha sem cabeçaA história correu rapidamente os Estados Unidos, e Mike logo se tornou uma célebre atração de circo, fazendo exibições de Los Angeles a Phoenix, Nova York e até no Reino Unido. A galinha também ganhou espaço na mídia, aparecendo em publicações de renome como a Time e a Life.

Em março de 1947, após quase dois anos de vida miraculosa, Mike morreu engasgado com um grão de milho em um motel no Arizona. Os seus donos haviam deixado o conta-gotas no circo na noite anterior e nada puderam fazer. O legado de Mike, porém, continua vivo até hoje. Em sua homenagem, há um festival anual na sua cidade, o qual conta com torneios de golfe e basquete, uma corrida de 5km, competições de canto de galo, dança da galinha e de quem come mais asas de frango, além de música ao vivo e uma feira de artesanato e culinária.

 

#3 Quando tocada em versão 800 vezes mais lenta, 'Pyramid Song', do Radiohead, parece um disco de shoegaze extraído da primeira metade dos anos noventa. Opa, rimou. De qualquer jeito, você pode conferir a descoberta neste link. A versão original está aqui. Argh.
 

#4 Só sei que talvez eu saiba. Em algum momento da vida, ou de seções de comentários na internet, você já deve ter percebido uma relação direta entre opinar demais e não ter a menor ideia sobre o que se fala. Lustremos, pois, o teto de vidro: podemos todos ser idiotas, é verdade. E sabe qual o maior problema em ser um idiota? Não reconhecê-lo. Mas calma lá, a Enclave não vai entregar uma lição de moral, tampouco oferecer dicas de autoconsciência. Estamos apesar apresentando o Efeito Dunning-Kruger

Diretamente relacionado com a
ilusão de superioridade – as pessoas tendem a se considerar acima da média, algo no mínimo estatisticamente engraçado –, o Efeito Dunning-Kruger consiste na crença de que sua competência é muito maior do que na verdade verdadeira. Os psicólogos Justin Kruger e David Dunning propuseram a ideia em um artigo de 1999, no qual se lê que, além de indivíduos superestimarem a própria qualidade cognitiva, eles também não conseguem enxergar a própria incompetência, bem como reconhecer a inteligência alheia.

Somado a isso, Kruger e Dunning chegaram à conclusão tragicômica de que, no outro lado da brincadeira, indivíduos realmente competentes tendem a subestimar a própria qualidade. Ignorância, pois, seria o maior combustível da confiança. "Conheço várias pessoas assim!", você proclama. Cuidado... ... ... ... Mua-Ha-Ha-Ha!!!!








"Alguém já leu a Enclave até este ponto? Até que se prove o contrário, não."
Alexandre Dumas, Código da Vinci, 2057.


"É evidente que o estado precisa de intelectuais; mas não é algo tão evidente por que os intelectuais precisam do estado. Posto de forma simples, podemos afirmar que o sustento do intelectual no livre mercado nunca é algo garantido, pois o intelectual tem de depender dos valores e das escolhas das massas dos seus concidadãos, e é uma característica indelével das massas o fato de serem geralmente desinteressadas de assuntos intelectuais. O estado, por outro lado, está disposto a oferecer aos intelectuais um nicho seguro e permanente no seio do aparato estatal; e, consequentemente, um rendimento certo e um arsenal de prestígios. E os intelectuais serão generosamente recompensados pela importante função que executam para os governantes do estado, grupo ao qual eles agora pertencem."
Murray Rothbard, Anatomia do Estado, 1974.
ERRAMOS na duração do jogo de tênis mais longo da história. Foram 11h05min (!), e não 8h11min.
 
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