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A 33ª newsletter do RelevO: sacrifícios astecas, fotos ruins na Lua e a partida de tênis eterna
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edição #33 – 6 de maio de 2016
editor Francesco Totti     editor-assistente Francesco
projeto gráfico Totti Francesco     revisão Totti
BOM DIA, leitor da Enclave — a newsletter que escreve com eco. Depois de uma longa pausa – feriado, doenças, autoimolação – aqui retornamos para trazer o melhor de nada específico diretamente para sua caixa de entrada. 

O Jornal RelevO de maio, edição business, edição empreendedora, edição que faz meetings, calls e brainstorming, está disponível aqui. Ao menos enquanto durarem os estoques de bytes.
 
***

— Perdeu nosso guia de pintores? Sua vida pode ser menos triste.
No. 5, de Jackson Pollock, custa
cerca de 140 milhões de dólares.
— O primeiro disco dos
Stone Roses saiu em maio de 1989.
— Em 5 de maio de 1862, o exército mexicano
derrotou o francês, expulsando esse último de seu território.
— Se sua vida é de fato triste, banho frio pode surgir como 
possível tratamento para depressão. Não nos responsabilizamos por resfriados.
 
#1 Quando pensamos nos astecas, um dos povos mais instigantes a pisar nessa terra, é normal lembrar dos terríveis sacrifícios realizados aos deuses, por meio dos quais uma imensa gama de azarados, de prisioneiros a crianças, perdia a vida para que criaturas (ou criadores) celestes ganhassem uns agrados. No entanto, há muito mais sobre os astecas do que rituais sanguinolentos.

No entanto – de novo –, é justamente sobre rituais escabrosos que queremos discorrer. Entre militaria e religião, contextualizemos a brincadeira da imagem acima.


Na ilustração, o que se vê é a representação de uma atividade do Tlacaxipehualiztli, um festival que antecedia a estação de chuva, dedicado ao deus Xipe Totec – mais sobre ele em breve, porque vale a pena. Reparem que o sujeito à esquerda da imagem, qual o da direita, carrega um escudo e uma espada. O rapaz à direita, porém, é um guerreiro jaguar, isto é, pertence à elite militar asteca – o que naquela sociedade significava ter vencido na vida. O da esquerda, provavelmente prisioneiro de guerra.

E aí as coisas começam a ficar mais pesadas. A espada de madeira que o jaguar carrega – macuahuitl – contém lâminas de
obsidiana, vidro vulcânico utilizado em diversos ornamentos da cultura mesoamericana. A espada que o prisioneiro carrega? Bom, as pontas apresentam penas. Se você já está se imaginando na situação do infeliz, vale se atentar que ele também está amarrado no tornozelo. (Nesta imagem, parte do relato de Diego Durán, a diferença é clara.)

Para piorar – e isso não é nem de longe a pior parte –, a ocasião costumava ser assistida por multidões. Para piorar de fato, em alguns sacrifícios o prisioneiro era atacado por um grupo inteiro de guerreiros, tanto jaguares, quanto
águias. Segundo Jacques Soustelle, geralmente os sacrificados – não só os do Tlacaxipehualiztli – encaravam de cabeça erguida seus fins iminentes, sem fugir ou chorar, o que não era bem visto no que tange às crenças do pós-vida.

Por fim,
Xipe Totec. Se o Tlacaxipehualiztli era essa mistura de UFC, Lollapalooza e Jogos Mortais, o homenageado é um dos deuses mais queridos da Enclave. Para os astecas, Xipe Totec dispunha de responsabilidades diretas na agricultura, vegetação e mudança de estações; com ourives, prateiros e até doentes. Era representado por uma pele por sobre outra, ou seja, vestindo uma derme alheia.

Claro que, para honrá-lo, ainda durante o festival, algumas vítimas tinham sua pele esfolada para ser trajada por outro alguém. Mas sem problemas, pois o coração era arrancado antes de qualquer outra coisa.

 

(Nessa imagem, o contexto a outro. Já a dor...)
 
#2 A Appollo 11 foi a primeira missão a enviar humanos à Lua, em 1969. Além de ter sido um dos maiores feitos da história da ciência, a missão (OU O KUBRICK) ainda nos proporcionou algumas das mais belas imagens já registradas. Mas nem todas as fotos foram tão felizes quanto este retrato de Buzz Aldrin, ou esta foto de uma pegada. A maioria do filme, na verdade, foi desperdiçado em fotos mal enquadradas, mal focadas ou sacadas acidentalmente. Os astronautas, afinal, não eram fotógrafos profissionais, como você poderá perceber a seguir:
 







 
O resto da galeria pode ser visto aqui.

Bônus: Como a possibilidade de algo dar errado era relativamente grande – nominalmente o motor do módulo lunar (OU O HAL 9000) –, a NASA já estava preparada para o pior. Um protocolo para o caso de uma tragédia já havia sido desenvolvido. Além de um velório via satélite, as honrarias contariam com um discurso transmitido ao vivo do presidente Richard Nixon, que logicamente nunca foi lido. Neste link, você pode conferir os bastidores dessa história, bem como o próprio discurso.

#3 A partida de tênis mais longa da história aconteceu entre os dias 22 e 24 de junho de 2010, tendo como protagonistas o americano John Isner e o francês Nicolas Mahut. O evento, válido pelo Grand Slam de Wimbledon ("praticamente o torneio que fundou o esporte!", nos avisa Daniel Zanella), começou numa terça-feira, às 18 horas no horário local. Às 21h, o jogo foi suspenso após o quarto set, por falta de luz.

Às 14h do dia seguinte, a disputa foi retomada. O recorde da partida mais longa foi quebrado às 17h45, e o jogo foi novamente suspenso às 21h, por conta do pôr do sol. Na quinta-feira, o jogo recomeçou às 15h40, e Isner finalmente se consagrou como vencedor do duelo às 16h47m.  Ao todo, foram 8 horas e 11 minutos de jogo.


183 games foram suficientes para resolver o vencedor da partida

Só o último set já durou mais que o recorde antigo para uma partida. Ambos os jogadores tiveram mais de 100 aces no jogo – o recorde anterior em um jogo era de 78. No segundo dia, o placar eletrônico travou em 47-47 (e mais tarde desligou!), obrigando técnicos a trabalhar na máquina durante a noite, em preparação para o dia seguinte. Após a ultra-maratona, o vencedor Isner enfrentou o holandês De Bakker e, visivelmente exausto, perdeu por três sets a zero em apenas 74 minutos, sem ter feito nenhum ace.


Placa comemorativa na quadra 18 de Wimbledon

Assista aqui ao último game da partida.

Napoleão (1927) - 4 horas
Andrei Rublev (
1966) - 3h25 m
Lawrence da Arábia (
1962) - 3h36m
E o Vento Levou... (
1939) - 4 horas
Cleópatra (
1963) - 3h12m
O Nascimento de uma Nação (
1915) - 3h13m
Amadeus (
1984) - 3 horas
Barry Lyndon  (
1975) - 3h4m
A Lista de Schindler (
1993) - 3h15m
O Leopardo (
1963) - 3h7m
Ivan, O Terrível (
1945, 1958) - duas partes totalizando 3h7m
Spartacus (
1960) - 3h17m

Bônus: Apocalypse Now Redux (
2001, original de 1979) - 3h36m
"Por que você não consegue escrever do jeito que as pessoas querem?"
 
Frank, irmão de Samuel... BeckettThe Letters of Samuel Beckett 1929–1940.
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